Ação internacional no combate às alterações climáticas

COP é a sigla em inglês de Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (UNFCCC). Também conhecida na origem como “Convenção do Rio”, foi criada na Cimeira da Terra, realizada no Rio de Janeiro, no Brasil, em 1992, com o objetivo de travar “a perigosa interferência humana” no sistema climático. Conta com uma adesão quase universal dos Estados representados na ONU e em cada evento comparecem cientistas, ministros, chefes de Estado e de governo, técnicos de organismos governamentais e de empresas e membros de organizações não governamentais.

1995 (COP 1), Berlim, Alemanha – Inicia o processo de negociação de metas e prazos específicos para a redução de emissões de gases de efeito estufa para os países desenvolvidos. É sugerida a constituição de um Protocolo.

1996– A segunda Sessão da Conferência das partes (COP2) realizou-se em Genebra, Suíça. É acordado a criação de obrigações legais de metas de redução por meio da Declaração de Genebra.

1997 – É adotado o Protocolo de Quioto (COP3) na cidade japonesa que lhe deu o nome. Os países representados assinam o primeiro tratado mundial com o objetivo de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. O protocolo de Quioto entrou em vigor em 2008 e as suas metas duraram até 2012.

2005 – O Protocolo de Quioto entra em vigor após a ratificação da Rússia. Um mês antes fora lançado o Comércio Europeu de Emissões, o principal pilar da política europeia do clima e o primeiro esquema mundial de troca de emissões.

2009 -Os líderes mundiais reunidos na COP15 em Copenhaga, na Dinamarca, acordaram criar um fundo de 30 mil milhões de dólares para financiar as medidas de adaptação e mitigação entre 2010-2012.

2015– Na COP21 na capital francesa é assinado o Acordo de Paris.

O tratado de Paris é o tratado internacional que assume a necessidade de reduzir o aumento global das temperaturas para atenuar o impacto das alterações climáticas até ao fim do século. Foi acordado por 195 países mais a União Europeia na COP21, em dezembro de 2015. O acordo tinha como objetivo impedir que as temperaturas médias globais subissem mais de 2 graus Celsius até ao fim do século XXI.

2016 COP 22– O recado dado ao mundo durante a COP22 foi de que “nada pode parar a ação climática global”. Realizada em Marraquexe, em Marrocos a conferência durou duas semanas e contou com a presença de representantes de mais de 190 países definiram os detalhes do acordo mundial, que tem como desafio diminuir o aquecimento do planeta.

Foi dada especial atenção às populações mais expostas aos efeitos do aumento da temperatura média global. O presidente do COP 22 e ministro de Relações Exteriores de Marrocos, Salaheddine Mezouar, destacou a necessidade de ação imediata com foco nas pessoas que vivem em áreas mais suscetíveis a eventos climáticos. “É preciso direcionar o trabalho para as populações mais vulneráveis”, declarou

2017COP 23 – decorreu em Bona uma das missões da COP23 que passou por facilitar o diálogo sobre a reavaliação das contribuições nacionais para atingir os objetivos do Acordo de Paris. Este foi o primeiro conjunto de negociações desde que, no início de 2017, os EUA, sob a presidência de Donald Trump, anunciaram sua intenção de se retirar do Acordo de Paris. Além disso, foi a primeira COP a ser organizada por um Estado de pequenas ilhas em desenvolvimento, com Fiji assumindo a presidência, apesar do evento acontecer em Bona.

Para António Guterres é preciso “fazer mais em cinco áreas de ação: emissões, adaptação, financiamento, parcerias e liderança”.

A meta mantém-se: manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, procurando limitá-lo a 1,5ºC. No entanto, desde o início da conferência, os representantes entendem que é necessário “aumentar a ambição” para conseguir atingir esse objetivo.

2018- COP 24 Polónia, as 197 nações participantes da Cimeira do Clima das Nações Unidas conseguiram chegar a um documento final para pôr em prática o acordo que visa travar o aquecimento global, alcançado em Paris, em 2015.

Pelas medidas aprovadas, todas as nações, incluindo os países em desenvolvimento, devem desenvolver os esforços em curso para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. O primeiro relatório deve ser apresentado até o final de 2024.

COP 25 Madrid, 2019, as discussões realizadas durante a COP 25 reforçaram a urgência da colaboração da ciência em prol da crise climática. O Pacto Global da ONU, que trabalha com o setor privado, anunciou que 177 empresas concordaram em estabelecer metas climáticas baseadas na ciência e que concordam com o limite do aumento da temperatura global até 1,5°C acima dos níveis pré-industriais e atingindo as emissões líquidas de zero até 2050.

O chefe da ONU escreveu que está “mais determinado do que nunca a trabalhar para que 2020 seja o ano em que todos os países se comprometam” a fazer o que a ciência diz ser necessário “para atingir a neutralidade do carbono em 2050 e um aumento de temperatura não superior a 1,5°Cs.”

Fontes: https://ec.europa.eu/clima/citizens/eu_pt

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